Ainda escondido atrás da cortina da sala
vou guardando cada peça de roupa na mala
Ainda me pego espiando pela janela
só para ver se alguém passa por ela
A inocência do sonhador fica atrás da porta
colhendo o gosto amargo da plantada rosa
sonhos solitários espreitam querendo despertar
para provar o doce de uma vida mais saborosa
E no jardim...
quando os pequenos pedaços de flores com perfume de loucura
chamam com o despero profundo alguém que venha com alguma ternura
Ninguém mais estará aqui
E no fim...
quando eu passar pelo portão
será que vou deixar meu coração?
Sei que tudo isso é coisa sua
de querer apenas sorrir
passo pelas casas vazias dessa rua
para me despedir e partir
terça-feira, 5 de outubro de 2010
sábado, 14 de agosto de 2010
O homem com seu violão
Ele veio do céu
mas não era santo
era um homem com seu violão
tocando...
e uma árvore velha e crescida
jazia diante de sua vida
sem folhas, com marcas de mágoas
O vento trazia a mémoria em fragmentos
e a tristeza aparecia com seus lamentos
escorrendo com as lágrimas de aflição
do homem com seu o violão na mão
Ele veio do mundo
mas não era culto
Não ficava remoendo sua existência
dentro de sua alma solitária
Preferia sentar no bar
vendo as mulheres a navegar
com seus olhos de dragão
elas queriam apenas a atenção
do amor que ele queria dar
Ele veio da terra
mas não queria guerra
das mesmas balas de canhão
do sangue espalhado pelo chão
ela só queria seu violão na mão
para cantar
a esperança de um fraco coração
querendo apenas a salvação
apenas viver a sua canção
Ele veio do mar
mas não era peixe
Estava todo maltrado
e um pouco surrado
apertava as cordas do violão
para segurar sua emoção
e cantava quando os ondas vinham
sentia a dor quando elas partiam
Ele veio do circo
mas não ere palhaço
com um sorriso de alegria
contagiava os meninos
que brincavam em pleno dia
e som do violão era bem alto
acompanhava a partida de futebol
e quando a bola rolava para o mato
dava para ver o amarelo brotar do sol
Ele veio do nada
e não se achava
não tinha nenhuma certeza
apenas bebia sua cerveja
desfrutava de sua bela herença
deixada pelo trago de sua fumaça
e ao som de sua última canção
acariciava com carinho o seu violão
acariciava com carinho o seu violão...
mas não era santo
era um homem com seu violão
tocando...
e uma árvore velha e crescida
jazia diante de sua vida
sem folhas, com marcas de mágoas
O vento trazia a mémoria em fragmentos
e a tristeza aparecia com seus lamentos
escorrendo com as lágrimas de aflição
do homem com seu o violão na mão
Ele veio do mundo
mas não era culto
Não ficava remoendo sua existência
dentro de sua alma solitária
Preferia sentar no bar
vendo as mulheres a navegar
com seus olhos de dragão
elas queriam apenas a atenção
do amor que ele queria dar
Ele veio da terra
mas não queria guerra
das mesmas balas de canhão
do sangue espalhado pelo chão
ela só queria seu violão na mão
para cantar
a esperança de um fraco coração
querendo apenas a salvação
apenas viver a sua canção
Ele veio do mar
mas não era peixe
Estava todo maltrado
e um pouco surrado
apertava as cordas do violão
para segurar sua emoção
e cantava quando os ondas vinham
sentia a dor quando elas partiam
Ele veio do circo
mas não ere palhaço
com um sorriso de alegria
contagiava os meninos
que brincavam em pleno dia
e som do violão era bem alto
acompanhava a partida de futebol
e quando a bola rolava para o mato
dava para ver o amarelo brotar do sol
Ele veio do nada
e não se achava
não tinha nenhuma certeza
apenas bebia sua cerveja
desfrutava de sua bela herença
deixada pelo trago de sua fumaça
e ao som de sua última canção
acariciava com carinho o seu violão
acariciava com carinho o seu violão...
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
O inverno de nosso tempo
No inverno do nosso tempo
de pensamentos que vem
o coração esfria ao lento
esperando por ninguém
E tudo vai embora
com o vento de outrora
E você sabe meu bem
o que é ter alguém?
Olhando para o céu sem fim
folhas mortas passam por mim
vou descendo essa imensa rua
querendo te ver toda nua
de todo esse temor
E os raios solares desse dia
aquecem com cuidado meu coração
que adora contruir uma fantasia
com um beijo de um furacão
livre desse rancor
E nessa noite que vem congelante
meu corpo treme constantemente
E as pétalas dessas flores caem do céu
apenas para me ver chorar
de pensamentos que vem
o coração esfria ao lento
esperando por ninguém
E tudo vai embora
com o vento de outrora
E você sabe meu bem
o que é ter alguém?
Olhando para o céu sem fim
folhas mortas passam por mim
vou descendo essa imensa rua
querendo te ver toda nua
de todo esse temor
E os raios solares desse dia
aquecem com cuidado meu coração
que adora contruir uma fantasia
com um beijo de um furacão
livre desse rancor
E nessa noite que vem congelante
meu corpo treme constantemente
E as pétalas dessas flores caem do céu
apenas para me ver chorar
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Não fique triste Maria
No amargo do dia
não sei o que fazer
Não me olha assim Maria
não sei o que dizer
Aos teus pés Maria
Será que vê minha agonia?
Que escorre com as mágoas
de um grande mar de águas
que seguem na mesma direção
das batidas do seu coração
dessa incomoda dor...
Não fique triste Maria
só tenho essa poesia
para te pedir perdão
pela tristeza do chão
do chão frio das sementes
desacreditadas em nascer
na terra do amor...
Não fique assim Maria
vai viver o lindo dia
não perca sua alegria
não era isso que queria
E seu lhe dar uma flor Maria
Você vai me dar o seu sorriso?
não sei o que fazer
Não me olha assim Maria
não sei o que dizer
Aos teus pés Maria
Será que vê minha agonia?
Que escorre com as mágoas
de um grande mar de águas
que seguem na mesma direção
das batidas do seu coração
dessa incomoda dor...
Não fique triste Maria
só tenho essa poesia
para te pedir perdão
pela tristeza do chão
do chão frio das sementes
desacreditadas em nascer
na terra do amor...
Não fique assim Maria
vai viver o lindo dia
não perca sua alegria
não era isso que queria
E seu lhe dar uma flor Maria
Você vai me dar o seu sorriso?
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Minhas mentiras
As águas de suas entranhas
vão passar por essas calçadas
tocando meus olhos intactos
que ao piscar, fecharão
que ao pisar, morrerão
em um dia de verão
Por espelhos controversos
vamos ver os reflexos
das minhas mentiras
das minhas palavras concretas
feita de pedras, de relvas
contruídas pelo entardecer
Seremos dois vagarosos andantes
sem nenhum chão
seremos dois pontos distantes
de uma mesma mão
E o rio de nossas vidas
vai sumindo por essas ruas
escorrendo as últimas gotas
que ao brilhar, calarão
que ao secar, sumirão
no mesmo dia de verão
Da falta de sonhos pegáveis
com um laço caloroso da paixão
Vamos apenas acreditar
nas minhas mentiras
nas minhas palavras passadas
feitas com cheiro de pavor
de um trágico amanhacer
vão passar por essas calçadas
tocando meus olhos intactos
que ao piscar, fecharão
que ao pisar, morrerão
em um dia de verão
Por espelhos controversos
vamos ver os reflexos
das minhas mentiras
das minhas palavras concretas
feita de pedras, de relvas
contruídas pelo entardecer
Seremos dois vagarosos andantes
sem nenhum chão
seremos dois pontos distantes
de uma mesma mão
E o rio de nossas vidas
vai sumindo por essas ruas
escorrendo as últimas gotas
que ao brilhar, calarão
que ao secar, sumirão
no mesmo dia de verão
Da falta de sonhos pegáveis
com um laço caloroso da paixão
Vamos apenas acreditar
nas minhas mentiras
nas minhas palavras passadas
feitas com cheiro de pavor
de um trágico amanhacer
domingo, 20 de junho de 2010
Canto de Iemenjá
Seus olhos castanhos morenos de mar
ooohhh iá iá
Seu corpo perseguindo a correnteza do ar
ooohhh iá iá
Sentindo a inteira beleza do luar
ooohhh iá iá
Vivendo e balançando com as ondas do mar
ooohhh iá iá
ooohhh iá iá
Seu corpo perseguindo a correnteza do ar
ooohhh iá iá
Sentindo a inteira beleza do luar
ooohhh iá iá
Vivendo e balançando com as ondas do mar
ooohhh iá iá
terça-feira, 1 de junho de 2010
Mais uma noite...
Com lábios secos e petrificados
meu corpo a sentir um calor
a imaginação de um menino
a destruição de um carinho
caminhos ao contrário
cruzamentos inacabados
Com lebranças prazerosas
memórias penosas
sentidos deslumbrados
sonhos conquistados
pequenas felicidades
descobertas e encobertas
desconexas e controversas
Com um toque de sensibilidade
dessa pouca instabilidade
de um ser como um todo
da entrega das partes
de um amor despedaçado
afundando em um mar
solitário e ordinário
Com as noites cotidianas
o álcool no meu sangue
a fumaça nos meus pulmões
a mente na loucura
o mundo esfaqueando minhas costas
o coração em suas mãos
e os meus olhos a te encontrar
meu corpo a sentir um calor
a imaginação de um menino
a destruição de um carinho
caminhos ao contrário
cruzamentos inacabados
Com lebranças prazerosas
memórias penosas
sentidos deslumbrados
sonhos conquistados
pequenas felicidades
descobertas e encobertas
desconexas e controversas
Com um toque de sensibilidade
dessa pouca instabilidade
de um ser como um todo
da entrega das partes
de um amor despedaçado
afundando em um mar
solitário e ordinário
Com as noites cotidianas
o álcool no meu sangue
a fumaça nos meus pulmões
a mente na loucura
o mundo esfaqueando minhas costas
o coração em suas mãos
e os meus olhos a te encontrar
Assinar:
Postagens (Atom)